Saudades do meu rincão

Fernando José da Silva


Triste coração, dor da solidão.
Flor em botão, doce paixão.
Martirio eterno...
Por uma ilusão.

Pelas ruas escuras, caminha triste e só,
Um homem amargurado, pela boemia apaixonado,
Em devassas na madrugada, com luses quase apagadas,
E os refletores de um porto.

Uma história, uma vida, pobre desconhecido.
Que mesmo amargurado,o coração apertado.
Humilhado, esfarrapado correndo pelas ruas.
No transtorno quando relembra sua paixão.

Toma uma e outra dose, boemio na madrugada.
Sem lar, sem amor e sem razão.
Boemio apaixonado, escondendo a sua dor,
Nem sabe porque o deixou, rincão.

Devassas da saudade...
Prantos da solidão...
Se chora é por tristeza.
Tristeza sem razão.

Se bebes é por saudade,
Saudade do seu rincão,
Boemia... Outra vez?
"Porto da solidão"...

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